Investimentos em rodovias impactam PIB do transporte, indica estudo da CNT
10 de Dec de 2025
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A pesquisa “Série Especial de Economia - Investimentos em Transporte”, da CNT, revelou que os investimentos em rodovias têm efeitos positivos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do setor de transporte. Segundo o estudo, em 2024, o setor gerou R$366,26 bilhões em riqueza, correspondendo a 3,1% do PIB nacional e a 5,3% do PIB de serviços.
Apesar desse impacto, o setor ainda enfrenta desafios, com apenas 12,4% da malha rodoviária nacional pavimentada, embora seja responsável por 65% do transporte de mercadorias e pela mobilidade de mais de 90% da população.

Além disso, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2024, 67% da malha rodoviária avaliada pela associação encontra-se em condições regular, ruim ou péssima. A CNT estima que seriam necessários R$99,77 bilhões para recuperar, restaurar e manter essas vias.
De acordo com a diretora-executiva interina da CNT, Fernanda Rezende, o transporte é fundamental para o desenvolvimento do país. “Investir nesse setor não significa apenas aprimorar a malha logística, mas, também, impulsionar o crescimento econômico sustentável”, destacou.
Impacto dos investimentos públicos e privados
O levantamento também indicou que os investimentos privados em rodovias geram impactos mais rápidos e intensos do que os realizados pela União.
Por exemplo, um incremento de 1% nos investimentos privados provocaria um crescimento imediato de 0,09% no PIB do setor, atingindo o máximo de 0,17% em apenas nove meses. Em contraste, a mesma elevação nos investimentos públicos geraria um aumento inicial de 0,02%, alcançando o pico de 0,15% apenas após dezoito meses.
“Enquanto o setor público desempenha papel essencial na promoção de investimentos estruturantes, especialmente em áreas menos atrativas economicamente, o setor privado contribui com eficiência operacional, capacidade de execução e foco em metas de desempenho, como se observa nas rodovias concedidas”, explicou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa.
Para ele, “a articulação entre esses dois tipos de investimento permite alavancar recursos, otimizar resultados e ampliar os benefícios para a infraestrutura de transporte rodoviário”.
Fonte: Mundo Logística